RUMO À SANTIDADE

Pelo batismo, todos fomos marcados com a vocação à santidade. Todos somos convidados a ser santos. Mas quão difícil é realizar esta tarefa hoje! Tudo conduz a um caminho oposto à santidade.
Os dons valorizados na sociedade atual são a riqueza, o sucesso, a competição, a fama, a superioridade, o egoísmo... Cada um faz o seu caminho, procurando ser o maior, desrespeitando muitas vezes a dignidade e os direitos dos outros. É a lei da selva: vence o mais forte.
O caminho que o cristão é convidado a seguir é oposto a este. Somos chamados a ser pobres em espírito, mansos, ter fome e sede de justiça, ser misericordiosos, puros de coração, pacíficos... defensores dos ideais de Cristo, mesmo que sejamos caluniados, perseguidos, humilhados.
Todos os santos, de todos os tempos, os quais recordamos alegremente neste domingo, foram pessoas humanas como nós, mas que souberam seguir Cristo plenamente. Disseram sim à sua vocação à santidade. Foram guerreiros da justiça e promotores da paz e da felicidade. Foram pessoas que souberam viver plenamente o amor que Cristo nos propõe. Pessoas que se doaram ao Reino e se opuseram à sociedade "mundana", vivendo nela e procurando transformá-la.
Todos os santos foram "imagens" de Cristo, e por isso são recordados com tanto carinho, venerados com tanta estima, mas de modo algum adorados como se fossem deuses. Nós católicos vemos nos santos verdadeiros seguidores de Cristo, pessoas que realizaram o seu projeto de vida, foram bem-aventurados e hoje são intercessores junto a Deus.
Venerar qualquer santo que seja não é idolatria, pelo contrário, é reconhecer e exaltar o amor do Deus único, presente e manifesto no mundo por meio de pessoas que acreditaram e aceitaram seu chamado. São exemplos de vida a todos nós que também desejamos ser bem-aventurados.

Fonte: Liturgia Diária, de novembro/2001.


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