MISSA DO GALO

A partir do ano 330, a Igreja celebra, em Roma, o nascimento de Jesus a 25 de dezembro.
Porque é o dia do solstício do inverno romano.
Porque nesse dia do nascimento do sol, os pagãos festejavam o natal do Deus-Sol - Natalis Invictus.
Por isso, os romanos passaram a celebrar, nesse dia, a festa da posse do Deus-Imperador. Por isso, o Imperador Constantino, cristão, substituiu as festas pagãs, com um sincretismo do culto ao Sol e ao Imperador.
Instituiu a Festa de Natal do Sol da Justiça e da Luz do Mundo, Jesus Cristo.
Como preparavam a festa do Sol, com as festas pagãs de 17 a 24 de dezembro, chamadas Saturnais, assim surgiu o Tempo do Advento, para preparar o Natal de Cristo.
No século IV, a comunidade cristã de Jerusalém ia em peregrinação a Belém, para celebrar a Missa do Natal na primeira vigília da noite dos judeus, na hora do primeiro canto do galo, mencionado por Jesus na traição de Pedro (Mt. 26,34 e Mc 14,68.72). Por isso, a Missa da meia noite no Natal, se chama Missa do Galo, do primeiro canto do galo.
Essa missa do galo é celebrada, em Roma, desde o século V, na Basílica de Santa Maria Maior. Pois, o galo, também publica o nascer do sol. E o galo passou a simbolizar vigilância, fidelidade e testemunho cristão. Por isso, no século IX, o galo foi parar no campanário das igrejas.

Texto do Mons. Arnaldo Beltrami, que era vigário episcopal de comunicação, em São Paulo, falecido em Novembro de 2001.


Voltar ao Índice das Curiosidades