Tereza Guimarâes
Em mais um programa “Com arte sustentai a louvação”, transmitido pela Rádio Catedral, Pe. José Roberto, responsável pelo programa, abordou o tema “Arte para a fé.” Ele lembra que, em muitas paróquias, há vários artistas: grupos de teatro, bandas, corais..., ou seja, toda uma arte voltada para a fé.
O próprio Missal Romano recomenda que os edifícios sagrados e os objetos de culto sejam dignos e belos. Assim, a Igreja, busca o “nobre ministério das artes e admite as expressões artísticas de todos os povos e regiões e se esforça para conservar as obras e os tesouros artísticos legados pelos séculos e se adaptando às exigências dos tempos modernos”.
Nosso pároco destaca, também, o Concílio Vaticano II (1962) que introduziu mudanças profundas na liturgia. Com o Concílio, novos desafios foram apresentados aos arquitetos e artistas plásticos. Por exemplo: durante muito tempo, o lugar do coral (o coro), era projetado para ficar em um lugar superior, afastado. Com as mudanças introduzidas pelo Concílio, os corais e bandas desceram para a proximidade do altar, demonstrando a importância do canto, não apenas como trilha sonora, mas como elemento importante da celebração, da liturgia.
O padre observa, ainda, que, em nossa cidade, não é possível viajar tanto no tempo como em países da Europa que têm, desde os primórdios, a marca das construções da arte sacra. Entretanto, lembra que há, sim, manifestações desse tipo no Rio de Janeiro, como as do período colonial, do Barroco, do Rococó, da Art Noveau, entre outras, e lembra que devemos abrir espaço em nossas comunidades para as novas formas de arte, em especial para a Arte Contemporânea, muitas vezes incompreendida.
Para concluir, podemos citar o Monsenhor Schubert que, em seu livro “Arte para a fé”, diz: “Vós que dais aos artistas o poder de exprimir a irradiação de Vossa beleza, permiti que suas obras tragam ao mundo a esperança e a alegria.”